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sexta-feira, 12 de junho de 2015

12.6.15 - Salzburg | Ljubljana

O sol espreitou cedo pela janela do quarto, lembrando-me que tinha muitos quilómetros para fazer.
Para pequeno almoço comi uns snacks que tinha trazido de Portugal e rumei viagem; antes tive que comprar o tiquet da autoestrada - uma espécie de via verde com todas as portagens incluídas - para poder circular livremente na Áustria: 8 euros.
Quando cheguei ao parque de estacionamento do hotel, ao invés dos camiões que lá se encontravam quando estacionei, pude encontrar vários desportivos. Dois chamaram-me à atenção: um Mercedes C 63 AMG e um Porsche 997 GT3. Eram conduzidos por senhoras.
Rumei a sul, em direcção à Eslovénia, perseguindo o calor. Apesar de ter começado o dia com 19ºC e ter chegado a apanhar 29 ºC, os verdes Alpes que me acompanharam toda a viagem apresentavam o cume coberto de neve. Autênticas paredes de centenas de metros erguem-se no ar e reduzem-nos à nossa minúscula dimensão.
Cruzei-me com centenas de motos nas mais diverss estradas e, após Villach, aquando uma paragem para comer um gelado, encontrei três triciclos cheios de potência e com umas pinturas a dar nas vistas qb.. Tanta potência que, além dos seus robustos donos, rebocavam rolotes!
Cruzada a fronteira da Áustria com a Eslovénia, passados uns quilómetros, virei para Bled. Na autoestrada tinha a indicação de Jezera e, como aprendi há uns anos na Croácia, onde tem Jezere é porque há algo extremamente belo para ver.
Um lago de águas transparentes e com castelos à volta. Que regalo!
Não mergulhei porque queria chegar cedo a Ljubjana.
Chegado à capital e instalado no Sax Hostel - fantástico, muito giro e acolhedor, além de gente simpática e muito limpo - fui passear.
Que lugar belo. Uma capital cozy, que vive ao som da música. Passeei no centro e subi ao castelo. Fui provar sabores tradicionais no festival de comida de rua. Conheci a Lara que promovia o jogo com a Inglaterra. Fui ao mercado de vegetais e flores - que belas cerejas e groselhas. Ouvi um soundcheck de um concerto que vai ser daqui a pouco: música clássica, tango, jazz, tocado por uma banda que tinha um acórdeão, piano, violino, viola e contra-baixo.
Daqui a pouco começa o Eslovénia-Inglaterra e a cidade está pronta para a festa!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Motivar com viagens e desporto motorizado

João Rebelo Martins, depois de 15 anos dedicado às quatro rodas, tendo ganho diversos títulos nacionais e conquistado muitas corridas e pole-positions, dedicou-se, em 2015,  às duas rodas.
Fará algumas corridas do Campeonato Nacional de Clássicas, a bordo de uma Yamaha RD 350, e fará diversas viagens aventura, de moto, pela Europa, Ásia e Oceânia. 2015 vai ser “Um ano de Aventuras”.
Usando toda a sua experiência como piloto e como viajante, João Rebelo Martins tem dado várias conferências sobre os temas “motivação”, “liderança” e como as viagens servem para um maior conhecimento do mundo e de cada um.
Em empresas, nas escolas Soares de Bastos – Oliveira de Azeméis -, Augusto Gomes – Matosinhos -, Colégio de Amorim – Póvoa de Varzim -, e na AM.org Talk – Gaia -, o piloto tem encontrado um público avido de ouvir os seus relatos e a sua forma positiva de encarar as dificuldades que lhe vão aparecendo a cada quilómetro que percorre.
Para Rebelo Martins “ o contacto com as pessoas, com miúdos que se estão a descobrir e que dentro de pouco tempo terão que decidir o que fazer no futuro, é um trabalho fabuloso e muito gratificante. Poder contar o que significa cada fotografia e cada sorriso é fantástico; explicar como se supera cada desafio é uma obrigação porque o meu exemplo pode ajudá-los a encararem de forma positiva as dificuldades que vão surgindo”.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

4.5.15 - Copenhaga | Hamburgo

Ao final do dia de ontem, uma vez mais, fui dormir uma sestinha e depois jantar.
Quando procurava um restaurante a um preço acessível – missão quase impossível em Copenhaga – vi um cartaz de um club de Jazz. Entrei, saí a correr para ir comer a primeira coisa que aparecesse à frente, e voltei a entrar para assistir a uma jam session, à moda antiga.
Um saxofonista e um contrabaixista fixos e a bateria e a guitarra iam rodando. Muita qualidade! O bar estava cheio até à porta, até não caber mais gente e todos a vibrarem com a música .
Com isso deitei-me mais trdo do que queria mas acordei à mesma hora: sete da manhã.
Ao contrário do que tem sido hábito, hoje a chuva brindou-me e, por isso, a viagem foi bastante molhada. Antes de sair do hostel vesti o fato de chuva para não ficar encharcado. Parecia um chouriço mas,  pelo menos, estava seco.
Com a chuva e, sobretudo, com o muito vento que se fez sentir – cheguei a andar quase a 45 graus em plena auto-estrada – tive que alterar o plano de viagem. Assim, em vez de ir por Odense e cruzar a maior ponte da Europa ( é o que dizem, mas eu desconfio sempre quando me dizem “ a maior qualquer coisa” ou “o melhor do mundo” ), fui por Rodji, poupando 140 km e podendo evitar complicações de maior. Ou seja, o percurso de sexta-feira. Nas corridas sempre soube que para ganhar é necessário terminar; aqui, para poder escrever as aventuras no final do dia, descansado, no hotel,  tenho que chegar bem até ele. Por isso, em  nome da segurança, alterei a rota.
No percurso que liga Copenhaga a Hamburgo cruzei-me com os camiões da Volkswagen e da Peugeot das equipas suecas do mundial de Rallycross; também estive parado porque uma carrinha ardia em plena auto-estrada e cortaram o trânsito.
Mas o pior de tudo foi mesmo o vento. Com o peso monstro da Triumph, tinha que manter a concentração ao máximo porque a moto, muitas vezes, literalmente seguia ao favor do vento, cansando-me física e psicologicamente.
No ferryboat foi tempo de tirar as últimas fotos com a moto decorada, já que chegdo a Hamburgo fui devolve-la à Triumph.
Quando cá estive na quinta-feira, o taxista aconselhou-me a desmarcar o quarto que tinha no Ibis e a procurar outro no centro da cidade. Assim fiz, marcando o hostel mais barato que encontrei.
Entre casinos, cinemas porno, sexshops, frutarias de africanos, kebab e outros hotéis duvidosos, fica o meu.
Aqui ouve-se um francês cerrado do Gana ou do Mali,  vêm-se burcas como no Afeganistão, o melhor ( ou pior) da Europa de Leste, todo um submundo de multiculturalidade que faz de Hamburgo a cidade livre que sempre foi.
A tonalidade exterior do hotel é azul água mas por dentro predomina o vermelho, rosa e preto, com alcatifa com motivos florais e papel de parede a tender ao antigo. Abundam espelhos dourados, estátuas de nus e fotografias “artísticas” de, igualmente, nus. Num dos andares tem um móvel antigo com várias posições do Kamasutra e as paredes são de couro e veludo.
Pela primeira impressão, tenho  certeza que fotos deste hotel entravam directamente naqueles livros da Taschen, tipo "Motel Festiche".
Pela cara de outros hóspedes, há uns tantos que vieram, como eu, ao engano; depois há os outros, que parecem clientes habituais.
Como diria um amigo meu numa situação destas: só passo a noite sozinho se quiser. Medo!
 

sábado, 2 de maio de 2015

2.5.15 - Copenhaga | Malmo | Lund

Ontem à noite ainda me aventurei por uns bares tipicamente dinamarqueses, fora da zona turística. Mas a noite acabou no bar do hostel, enre cervejas, à conversa com a Laura - colombiana e professora de ciências sociais - e com o recepcionista, que tinha cara de miúdo mas já tinha vivido 18 meses de mochila às costa pela Ásia.
Hoje o sol acordou para nos fazer sorrir. Apesar do frio, os raios dourados sabem muito bem, tornando a viagem muito mais agradável.
Deixei Copenhaga cedo para atravessar a ponte e continuar a viagem pela Suécia. Cruzar o Báltico, unindo a Dinamarca à Suécia foi, para mim, o motivo desta viagem.
Por isso, emocionado, atravessei a majestática ponte, pensando que pontes aproximam povos, países, culturas, religiões, promovendo a troca de impressões e fazendo-nos caminhar para um mundo melhor. Nem pensei que a portagem da mesma, para motos, só custa 25 euros!
Com isto, de sorriso de orelha a orelha, cheguei a Malmo. Que agradável surpresa: a cidade é muito mais interessante do que algum dia poderia imaginar.
Fui até à zona da praia e, encostado às dunas, um enorme parque relvado, com diversos lagos e animais, onde famílias praticavam desporto, faziam piqueniques, brincavam, etc. etc.. Nesse sítio pude ver uma prova ao estilo Iron Man, onde os bravos corriam pela areia, pelo mar, saltavam em cordas e mais uma série de proezas.

Daí segui para o centro. Uma mistura de construções antigas, de tijolo, com o vidro e aço moderno das companhias de navegação e das grandes consultoras.
Aqui encontra-se a famosa escultura de bronze de Carl Fredrik Reuterswärdv, num apela à paz mundial.
Uma lindíssima igreja protestante e, local do meu almoço, a estação de caminho-de-ferro.
A parte antiga da estação foi transformada numa espécie de Mercado Bom Sucesso, ou da Ribeira, ou La Boqueira, ou San Miguel, ou onde quiserem chamar.
Uma bonita e simpática empregada de um dos restaurantes aconselhou-me um peixe fumado com batatas no forno e um molho ácido. Uma cerveja a acompanhar. Divinal!
Depois de almoço foi tempo de rolar até Lund, uma pequena cidade universitária cheia de gente nova e bicicletas.
A igreja, apesar de austera e ter levado um restauro recente ( Grande Guerra?), é bastante bonita, com uma câmara inferior com capelas mortuárias de gente importante de outros tempos.
O centro da cidade parece uma casinha de bonecas, muito cozy, com os habitantes ávidos de sol a aproveitarem todo e qualquer espaço para o saborearem: já de calções e manga curta, com os estonteantes 13ºC.



sexta-feira, 1 de maio de 2015

1.5.15 - Hamburgo | Copenhaga

O hostel de Hamburgo, além de ser nos arrabaldes, tinha um beliche com uma colchão horrível. Tinha colocado o despertador para as sete e às cinco já estava a acordar...
Com isso, consegui sair do hostel às sete e ter tempo para me perder por Hamburgo antes de ir para Copenhaga. Literalmente.
Ameaçava chuva mas até Fehmarn esta ficou-se apenas pela previsão.A Triumph comporta-se como uma berlina de luxo, pesa, mas com grande motor. Tem todos os extras possíveis e imaginários e proporcionou uma viagem agradável.
Foi a sua dimensão que chamou  atenção de um grupo de alemães que viajava para a Suécia, nas suas Maxi-Trail. "Não é muito pesada?"; deixei-a cair, parado, no Ferry e eles ajudaram a levantar podendo, desde logo, avaliar se era pesada ou não. Com isso arranjei companhia na viagem até Copenhaga.
Em  Fehmarn,  no acesso ao Ferry Boat, nas motos, tinha um poste enorme cheio de autocolantes de clubes, marcas e outras coisas relacionadas com motos. Fui lá colocar um autocolante da Roadgalaxy para os próximos viajantes verem!  
O Ferry é uma autêntica fronteira sobre água, dividindo a Alemanha da Dinamarca, em pleno Báltico. Com free shop, restaurantes e zonas de laser, os 45 minutos de viagem passam rapidamente.
Pouco tempo depois de passarmos a fronteira a chuva apareceu e rapidamente deu lugar a saraiva. Um dos alemães saiu disparado pela berma da autoestrada quando tentava travar a moto. Foi um sinal e tempo de vestir o fato de chuva.
Com muito vento e chuva prosseguimos viagem até Copenhaga. Na capital dinamarquesa fomos brindados com sol.
Eles seguiram  para a Suécia e eu fiquei aqui.
O holtel, em comparação como de ontem é um hotel de cinco estrelas. Deixei lá a moto e fui descobrir a pé o centro de Copenhaga.
Vi os lagos, os palácios, o Jardim Botânico, o Tivoli. Fui beber uma cerveja a Nyhavn.
Em Copenhaga respira-se calma.
Na rua fui interpelado por dois rapazes da Unicef para darem  a conhecer a organização. Um deles era nepalês; ficou muito sensibilizado quando perguntei como estava a família dele...
Depois de todas as emoções voltei ao hostel para as contar e para dormir uma sesta.




   

terça-feira, 28 de abril de 2015

26.4.15 - Monsaraz | Flor da Rosa | Oliveira de Azeméis

Domingo acordou cinzento, chuvoso e frio.
Depois de ter chovido a noite inteira, o terreno devia apresentar-se bastante enlameado.
A reunião matinal de aventureiros foi-se arrastando, devido à chuva que caía copiosamente.
A etapa de domingo contemplava 100 km, muito técnicos e em condições difíceis.Além disso eu tinha que realizar mais 400 km até chegar a casa.
No dia anterior a Versys já tinha provado a todos que, apesar da sua vocação ser o asfalto, dava-se bem na terra. Mas estava lama e os pneus não eram, de todo, os mais apropriados.
Tomei uma decisão difícil: abdiquei da etapa de domingo e, por razões de segurança, regressei a casa mais cedo. A viagem de regresso foi pelas mesmas estradas que tinha vindo; mas com paragens diferentes.
De Monsaraz a Reguengos ainda fui fustigado pela chuva mas, depois, o sol apareceu e tornou a viagem bastante agradável.
Em Alter do Chão tive que fazer um desvio porque, à custa da TVI e dos seus programas dominicais, a estrada estava cortada no centro da vila.
Poucos quilómetros mais à frente, saí do IC que liga a Portalegre e entrei na antiga estrada nacional, perto da Coudelaria Nacional e da Estação do Crato.
A estrada é linda e, daí à Flor da Rosa, por entre curvas, pontes, terras místicas e cheias de significado para a história de Portugal, relembrei tempos passados ( aqui, ou aqui


). Tão bom!
Parei na Flor da Rosa e, em frente ao Mosteiro, tal qual D.Nuno Álvares Pereira, posei o "meu cavalo".
Depois da evocação ao Condestável, foi tempo de regressar. Sem mais paragens, pensava eu...
Até cruzar a A23, fui tendo uns choviscos mas, depois disso, um temporal abateu-se sobre mim.
Chuva, chuva, chuva e mais chuva. A juntar a isso, um vento fortíssimo que dificultava a marcha e enregelava os ossos.
Passar Proença-à-Nova foi penoso. A chegar a Figueiró dos Vinhos, decidi parar debaixo de uma ponte para me abrigar. A chuva era tanta e vinha de todos os lados que mais valia não ter parado.
Calmamente segui até Coimbra e, de forma ainda  mais calma, enfrentei o trânsito da N1, em pleno domingo.
Foi um regresso duro e, felizmente, cheguei bem.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

25.4.15 - O Grande Lago

Acordei em Monsaraz, ao som do chilrear dos pássaros, às 6 e meia da manhã. Hoje foi "o" grande dia, aquele em que coloquei a Versys na terra.
Antes da etapa começar, o pessoal das motos com pneus cardados olhava-me de soslaio e mandavam uma amigáveis bocas.
Juntei-me ao Miguel, Diogo, Pedro, Luís e João, o grupo da noite anterior, e rumamos para onde o GPS mandava; ou seja, Olivença.
Para lá chegar foram 100 km de pedra solta, terra, lama, areia, ribeiros com água. Houve de tudo um pouco e tudo a Versys transpôs.
Mas nem tudo foram rosas! Aproximadamente aos 15 km, numa descida acentuada com terra solta e uns buracos, a roda da frente foi para onde eu não queria e eu fui parar de baixo da moto. "Acontece", pensei. " Só a mim, vou ser a chacota do grupo", repensei. Pois bem, eu só estreei o chão. A partir daí foi um tal ver pessoal a sair das motos em posições pouco ortodoxas. Coisas do ofício.
Passear pela planície alentejana tem a particularidade de nos podermos cruzar com animais de muitas espécies. Além de touros e vacas, burros, cavalos, porcos, cegonhas, lebres, raposas, cabras, fiquei a conhecer o "saca rabos"; é uma espécie de furão mas com uma cauda maior.
Chegados a Olivença,  eu vinha com ideia de a reconquistar e o resto do grupo com ideias de almoçar. Optamos pela segunda: saímos do trilho e fomos ao restaurante do kartódromo.
Retemperadas as forças, foi tempo de regressar a Portugal.
Villanueva del Fresno - "A Esquina" - e o Castelo de Mourão foram as últimas paragens antes de chegar ao acampamento, em Monsaraz.
Antes de jantar ainda houve tempo para uma prova de gin na destilaria do Sharish.
Depois do jantar, com o moto bem parada, foi tempo de mais degustação de Sharish.



domingo, 26 de abril de 2015

24.4.15 - Oliveira de Azeméis | Anadia | Aldeia da Serra | Monsaraz

A Versys brilhava na Multimoto e o conta-quilómetros marcava 900. Almost brand new!
A moto atestada, as Monte Campo amarradas na parte traseira, as câmaras da Liquid Image colocadas nos locais devidos e eu motivado para fazer quase 400 km até ao Grande Lago do Alqueva.
Saído de Oliveira de Azeméis pela N1, a primeira paragem foi em Anadia, na fábrica da Nau Helmets. Um olá a quem fabricou e pintou, com tanto carinho, os meus mais recentes capacetes, sempre com o desejo que sejam os melhores do mundo mas que nunca sejam realmente necessários.
Depois da pausa continuei rumo a sul pela N1 até Condeixa. Aí comecei a travessia de Portugal de oeste para este, pelo IC8.
Aguaceiros foram fazendo as suas aparições e a estrada estava traiçoeira. Antes de chegar a Penela, num espaço de menos de 1000 metros, dois acidentes feios. Serviram para refrear os ânimos e os cavalos japoneses da Kawasaki.
A partir de Proença-a-Nova o frio e a chuva intensificaram-se, aproveitando a estação de serviço da A23 para vestir mais um casaco e esperar um pouco para a chuva amainar.
Enquanto isso, dois motards belgas apareceram, pelo mesmo motivo que eu: abrigarem-se da chuva. Já vinham há vários dias a andar e o destino era a Costa Vicentina. Depois? Não sabiam...
A chuva acalmou e parti em direcção à Aldeia da Serra, passando por Alpalhão, Alter do Chão, Fronteira e Estremoz: quase tudo rectas, com piso seco, estrada vazia, segui  velocidade moderada, de pé em cima da moto, com espírito de aventura.
O cheiro a terra, a erva, a pinheiro manso, entrava-me pelas narinas. Fantástico.
Entre Estremoz e a Aldeia da Serra deliciei-me com as curvinhas da Serra D`Ossa.
Na Aldeia da Serra, tinha como paragem obrigatória a Herdade Agua D`Alte. Um espaço lindíssimo que convida ao descanso; mais um "olá", em jeito de visita de médico, apesar de não ser médico!
Monsaraz estava "já ali", depois do Redondo.
Chegado ao Grande Lago foi tempo de montar a tenda, o meu apartamento privado por duas noites.
Os mosquitos, a chuva e o frio demoveram-me e consegui arranjar um quarto numa casa de gente simpática no meio das muralhas de Monsaraz. Um bom colchão e água quente!
Depois das apresentações da praxe, fomos jantar: carne de porco à alentejana, acompanhada por um não menos vinho alentejano.
Logo ali me juntei a um grupo de compinchas e já tenho um grupo com quem rodar amanhã.
As viagens obrigam-nos a conhecer pessoas. É fantástico!    


terça-feira, 21 de abril de 2015

2015 Um Ano de Aventura

Durante 15 anos, João Rebelo Martins esteve dedicado às quatro rodas, tendo alcançado vitórias e títulos nacionais no kart, clássicos, montanha e troféus monomarca. Chegou a testar com a Oreca, em Paul Ricard, e com GT´s em Nurburgring, Estoril e Braga; nunca escondendo o desejo de, um dia, ir Le Mans.
Apesar desta já longa carreira dedicada ao automobilismo, 2015 será um ano de aventuras, de desafios e, como espera o piloto, de superação: 2015 vai ser um ano dedicado às duas rodas.
Depois da experiência no Egipto, o piloto ficou fã das duas rodas!
Com o patrocínio da fluidotrónica, Norfer, Arax Gazzo e eni, tendo como parceiros a Nau Helmets, Kartódromo de Oiã, Alpinestars, Agência Paraíso, Monte Campo, Hama Portugal Quinta de Estanho, Rainha Muscle & Fitness, Molfil, Konica Minolta e Oakley, João Rebelo Martins vai realizar quatro corridas do Campeonato Nacional de Clássicas, aos comandos de uma Yamaha RD 350, do Team Clássico Racing.
Para o piloto “ era impensável não realizar corridas em 2015. A competição está-me no sangue e o António Nicolau desafiou-me a pilotar uma das motos do Team Clássico Racing. A moto é gira e desafiante, a equipa é top, tendo todos os ingredientes para eu abraçar este novo projecto”.
Além do Campeonato Nacional de Clássicas, pelo gosto pelas viagens e pela aventura, João Rebelo Martins irá ter parte do seu ano dedicado ao mototurismo. Inspirado por José Megre e, mais recentemente, por Ewan Mcgregor e Charley Boorman, o piloto irá viajar por diversos países em busca de novas culturas, novas formas de ser e estar.
Além de Portugal, a Alemanha, Dinamarca, Suécia, Áustria, Suíça, Hungria, Sérvia, Montenegro, Itália, França e Espanha – na Europa – estão na rota de viagem. Singapura, Austrália e o Egipto seguir-se-ão, prevendo o piloto estra em 4 continentes em 2015.
“ Pessoas, paisagens, culinária, educação, cultura. Tudo é novo e tudo é fascinante.” Dado

isso, diariamente o piloto escreve este blog e dá palestras em escolas e empresas sobre motivação e abertura de horizontes.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

16.1.15 - Luzern | Vitznau | Luzern

Já tinha saudades de fazer as malas e andar por aí à descoberta. Vim à Suiça, pela primeira vez e quem me conhece sabe que vim com um ano de atraso.
Quero descobrir este país, as suas paisagens, os cheiros, a gastronomia. Quero ver a neve nos Alpes e poder afirmar com toda a certeza e mais alguma que os cenário do Grand Budapest Hotel foram baseados na Suiça.
Comecei por ir a Luzern e passeei junto ao lago, com o vento frio a ser interrompido por um sol tímido. Andava-se bem mas o casaco tinha que andar apertado até cima.
Fui ver as pontes de madeira, a eclusa, a igreja renascentista de St. Leodegar e uma exposição de Sabian Baumann ao Museu de Arte.
Depois de tudo isto fui almoçar: 14.70 € por um McMenu. Dá para balizar uma porção de coisas!
Da parte da tarde, já com o sol a desaparecer apesar de passar pouco do meio-dia, apanhei o barco de carreira e fui dar a volta ao lago, de Luzern a Vitznau, passando pelos pontões de Lido, Hertenstein e Weggis. O barco estava com alguns pssageiros de rotima, outros que iam para o almoço e turistas chineses e brasileiros.
Eu adoro água e poder estar no meio dela, pesar do muito frio, rodeado do verde e branco dos Alpes, senti sensação de paz. Há locais que têm esse poder sobre mim e o lago de Luzern está nessa lista.
Tudo é belo e, ao mesmo tempo, pitoresco. A água, as casas e palácios, a natureza encaixam na perfeição. Bürgenstock estava encoberto pelas nuvens mas imagino que a sua vista deve ser de sonho.