sábado, 20 de outubro de 2018

12.10.18 - Abu Dhabi

Amigo do meu amigo meu amigo é. Fui sempre assim, uma vezes melhor outras vezes pior, mas a natureza é essa mesmo.
Com este princípio fui com o Negrais até Abu Dhabi para visitar um amigo que está cá a trabalhar há vários anos: o Fernando.
Depois das apresentações feitas, foi traçado o objectivo da visita: ver o Palácio, a Mesquita e, pelo meio, uma ida à praia. o Circuito de Yas Marina fica para outra ocasião... provavelmente para a F1.
O Palácio onde se dão as recepções oficiais em Abu Dhabi fica ao lado do Palácio onde mora a família real e em frente aos poucos arranha-céus que existem na cidade; onde foi filmado um dos filmes da saga (ou chaga!) Fast and Furious.
É imponente, com fontes e jardins e o palácio um sitio mais elevado do que a entrada.
No interior abundam os dourados e os candelabros, tapeçarias, joias expostas.
Também há lojas e dois hóteis. Ou seja, toda aquela vivência da corte viver em comunhão com o Rei, como se lê nas histórias dos nossos tempos idos, aos dias de hoje e fora as monarquias europeis e os sistemas tribais africanos, é feito num hotel. 
A ideia não é má, recria-se o mesmo ambiente e todos já sabem, à partida, quanto irá cobrar o Sheikh Nahyan por essa convivência.
Depois da visita, com a fome a apertar, nada como ir a uma padaria portuguesa, de gentes de Loulé, que trouxeram até Abu Dhabi a tosta mista, a Francesinha, o Bacalhau. Tudo confeccionado na hora e com grande afluência de portugueses e outros expatriados.
Com a barriga cheia, fomos à praia. Supostamente é pública mas pagámos 6 euros para entrar. Mesmo assim, nada comparado com os clubes que cobram 70 euros para se poder dar um mergulho no mar.
Abu Dhabi é uma cidade mais clean que o Dubai, sem tantos arranha-céus; uma cidade que respira melhor. Mas as assimetrias socias estão todas lá e pequenos exemplos como este da praia relembram-me que, apesar dos nomes das celebridades que volta e meia aparecem por aqui, do nome dos arquitectos nas fachadas, dos supercarros, isto continua a ser um país de terceiro mundo.
Depois de uma excelente almoço num restaurante de uns australianos, com direito a cerveja e tudo, foi tempo de ir à Mesquita.
Linda!

É o melhor que se pode dizer do edifício branco, ilumunido por tons de azul, que fazem sobressair as abóbodas na noite estrelada.
Como não sou uma pessoa religiosa, consigo ter a mesma paz de espírito numa mesquita como numa igreja ou nos templos hindus. É bom! E avaliando as centenas de pessoas que lá estavam, de todas as raças e certamente de todos os credos, não serei o único.






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