segunda-feira, 18 de julho de 2016

16.7.16 - Aldán | Limens


O Homem, modo geral, traça vários "riscos vermelhos", como agora se diz, no que concerne a níveis de adrenalina, de sentir ou se fazer sentir fora-da-caixa, de conhecimento.
Para muitos, conduzir depressa, voar, andar a cavalo, fazer escalada ou mergulhar, são actividades impensáveis. Há tantos outros que apenas se sentem completos com esse espírito de aventura.
Eu gosto de tudo isso e muito mais; por isso, quando comecei a mergulhar, tenho tido o prazer de, mergulho após mergulho, ver mais vida sub-aquática, melhorar as minhas capacidades, tornar-me um melhor buddy. E, para isso, a ajuda do CCD Porto tem sido fundamental.
Mergulhar com a malta do CCD não é apenas mergulhar: é toda uma romaria de quem gosta muito do mergulho mas gosta, ainda mais, da camaradagem, do convívio, de enriquecer o seu dia-a-dia em torno de uma paixão.
Por isso, pela enésima vez a um sábado, fomos de malas e bagagens para a Galiza. Destino: Aldán e Vigo.
Aldán é uma das muitas praias em enseadas das Rias Baixas, onde proliferam artefactos de pesca e empresas ligadas a actividades piscícolas.

Num areal branco que transforma a praia numa autêntica blue lagoon das caraíbas, fizemos uma saída de praia para melhorar capacidades de navegação e observar a fauna e flora sub-aquáticas.
Sítio lindíssimo mas além de um cavalo marinho que parecia morto - toquei-lhe e ele nem relinchou!! -, apenas um cardumes de salemas e peixes juvenis.
Apesar do potencial azar do primeiro mergulho, o espírito criativo do CCD fez-se sentir: numa esplanada, com muitas cañas a acompanhar, o nosso farnel e umas tapas de polvo, mexilhões e canilhas. Delicioso!
Ao final do dia, iluminados a oeste pelo maravilhoso pôr-do-sol e a este pelas luzes da festa em honra de Nossa Senhora do Carmo, zarpamos rumo a Limens, uma enseada em frente às Ciés e aos mexilhoeiros.
Antes do sol desaparecer completamente e deixar a escuridão invadir a água, ainda houve tempo para uns mergulhos, para nadarmos, brincarmos, tirar fotos.
Quando já não se vislumbrava vivalma, foi tempo de ligar as lanternas e descer: no meio do escuro, por mais pequeno que seja um ponto de luz, é um sol em nosso redor. Com a incidência das luzes, as cores sobressaem o vemos um jardim à nossa volta.
Cavalos marinhos, solhas e um lavagante fizeram-nos companhia a 9 metros de profundidade.
O regresso a Vigo, no pequeno bote de borracha, foi digno de sorrisos de Sonny Crockett e Ricardo Tubbs depois de desvendarem mais um caso na quente Miami.




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