quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

30.11.16 - Lima

12 horas de aviao ao som dos Ja Fumega, de filmes que nunca tinha ouvido falar, a degustar comida de plastico acompanhada de gin tonico, a ler Dinis Machado e a Trevl , inspirando-me para o que ai vem.
Ontem o dia foi assim. Hoje foi muito diferente, com o cheiro do Peru a subir a mesa do pequeno almoco, quer nos sabores quer na conversa com a familia da Jenny, que tao simpaticamente nos acolheu.
De espirito aberto e estomago cheio, descarreguei a app da Uber e pagamos 20 solers por uma viagem comoda, ziguezagueando entre os milhares de carros de Lima. Destino: a Praca de Armas e o Palacio do Governador.
Entre a Catedral e igrejas, pelas catacumbas de Pizarro, observando ossadas e presepios de encantar, vimos tudo. Excepto o ouro. Pela conversa do pequeno almoco e pelo que ja presenciei, devera estar em Trujillo, Guadalupe, Sevilha ou Madrid.
Numa pequena volta pelo bairro central, depois da visita a um tipico cafe italiano do virar do Sec. XIX para o XX, uma manifestacao de reformados exigindo o pagamento da sua reforma. Homens e mulheres com expressoes vincadas, anos de trabalho a correrem pelas veias, suor de uma vida nao recompensada na velhice.
Apesar das palavras de ordem e dos capacetes dos policias, pacifico, dando para tirar fotos e conversar com o chefe da policia. Ele devera ter ficado a pensar que os turistas sao doidos porque em vez de andarem a tomar cafe nas esplanadas copiadas de outras cidades, andam preocupados com manifestacoes de "viejos".
Caminhando pela zona central, por avenidas compridas fechadas ao transito, engraxadores abrilhantam os sapatos como se de um espelho se tratassem, homens de colete verde trocam dinheiro em plena rua, exibindo macos de dolares e solers, vendedores de todo o tipo de produtos dao um colorido especial a rua.
Um arco chines, casinos, centenas de lojas com produtos e enfeites para o Natal indicam que chegamos a Little China. Elsas e Pais Natal de tamanho de adultos, arvores de plastico, todo o tipo de brinquedos para fazer a alegria da pequenada.
Com tanta caminhada, a fome apertou e nada melhor para ir provar a gastronomia local. Destino: mercado central, mesmo no meio de todas estas ruas apinhadas de gente.
Tripas e livros pendurados, pronyos a entrarem na panela com o feijao, pes de porco, costelo inteiro. As centenas, misturados com frangos ja depenados.
Do outro lado, congros, atuns, marisco de muitas especies. Ovas para fritar porque por aqui e assim que as cozinham.
Ao lado das bancas de peixe, bancas de restaurante. Coisa simples, destinado a quem trabalha por ali e eramos os unicos nao locais a comer sopa de camarao e ceviche. O director do mercado nao quer borrachos ali dentro e por isso a Coca Cola foi rainha ao apagar o fogo do rocotto e das algas. Edstavam muito bom mas com uma Deusa ianbem melhor!
O regresso a cada para buscar a Mary Gaby, nossa "guia" da tarde, foi feito num tradicional taxi. 15 solers entre bairros infindaveis desta metropole com 8 milhoes de pessoas.
Um parque destinado a fontes de agua artisticas e uma caminhada por Miraflores, a beijar o Pacifico, foi o programa do final do dia.
Para jantar, anticuchos, no bairro das artes de B



arranco, com o Pacifico a espelhar a lua e as luzes da cidade.

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