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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pedro Castro: um exemplo a seguir

Quando dou palestras sobre viagens, sobre tudo aquilo que aprendemos quando saímos do nosso mundo, nas escolas e nas empresas, há sempre alguém que coloca uma questão sobre o tempo de viajar. Há, também, alguém que coloca uma questão sobre o dinheiro que é necessário ter; ouço muitas vezes " se me saísse o Euromilhões". Há sempre alguém que me pergunta o que fazer quando se tem família.
Normalmente, a todos, respondo a mesma coisa: viajar é uma questão de atitude. Pode-se viajar como um multimilionário ou quase sem gastar dinheiro nenhum, a pé ou à boleia. Podemos fazê-lo sozinho ou em grupo. Podemos ir de moto - o meu meio favorito - ou de bicicleta, autocarro, avião, comboio, etc. etc..
Para tudo é necessário querer; e esse querer faz toda a diferença, independentemente do tempo ou dinheiro que se tenha.
E é esse querer, essa força de vontade, que vos venho apresentar hoje, personificado no Pedro Castro, o filho de uma amiga.
O Pedro tem apenas 10 anos e, desde os 3 anos que, sonha em ir à Austrália.
O que faz? Junta dinheiro para conseguir cumprir o seu sonho; e já tem a parte dele.
Há dias, o Público falou do e com o Pedro. 
Que alegria, que força, que vontade. Inspire-se também.

sábado, 8 de agosto de 2015

8.8.15 - Kings Canyon | Alice Springs


Mais de 300 km em pleno deserto australiano separam Kings Canyon e a maior cidade do centro da Austrália, Alice Springs.
Mais de 300 km de estrada em terra batida - com buracos, pedras, restos de carros, pontos de fotografia, três bombas de gasolina e uma povoação que se assemelhava a um parque de roulottes - por onde passam turistas e locais, tornando-se em alguns pontos inóspita.
Ontem não vimos nenhum canguru – excepto o que vinha espetado no meu prato e do João – e hoje tínhamos vontade de ver o ícone australiano.
Andamos, andamos e andamos. Olhamos para todo o lado, para a esquerda, e para a direita, para a estepe. Nada. Apenas alguns cavalos selvagens e vacas. Mas a avaliar pelos excrementos que existiam, em quantidade e tamanho, os animais deveriam estar todos lá, a olhar para nós e a rirem-se.
Risota geral deve ter sido quando tivemos que parar para mudar um pneu.
Mas aí, tal qual uma equipa de F1, eu e o João tiramos as malas do carro, soltamos o pneu suplente, desapertamos o pneu de origem, colocamos o carro no ar, retiramos o pneu, baixamos o carro, apertamos as porcas em menos de 15 minutos. Enquanto elas olhavam para nós e tiravam fotos.
Camaradagem foi o que sentimos porque os carros que passaram por nós durante esse tempo, 3 ou 4, pararam e ofereceram ajuda.
Depois desse episódio – uma aventura, direi eu! – tivemos que ir directos a Alice Springs, não arriscando continuar pelo meio das montanhas, na terra batida, sem pneu suplente e com um avião para apanhar em direcção à grande barreira de coral.
Quanto aos cangurus, apesar dos sinais na estrada para termos cuidados com eles, apesar de vermos carros desfeitos que só poderiam ter embatido em algum animal para ficarem naquele estado, nem vê-los. Fica como recordação os do Zoo de Singapura e um que comprei numa caneta.






domingo, 2 de agosto de 2015

2.8.15 - Sydney

Ontem corremos Singapura de uma ponta à outra, deixando apenas alguns pontos turísticos para ver no regresso.
Devido a isso, com um voo às duas da manhã numa low cost bastante espartana, estava toda a gente muito cansada. Sem filmes, sem comida, com bancos apertados, as 7 horas de viagem pareciam que nunca mais passavam. Mas por 170 euros, não poderíamos pedir mais.
Chegados à cidade australiana, fomos de metro directos para o apartamento: um décimo segundo andar com vista panorâmica.
Assim, de Sydney, apenas demos uma pequena volta junto ao porto e à Ópera. O resto fica para os próximos três.
Era hora de jantar; para nós, porque para eles essa hora já tinha passado há muito, e as ruas estavam desertas. Os restaurantes já não nos queriam servir e refugiamo-nos num bar com musica ao vivo, hamburguers e cerveja.
O edifício da Ópera, e a ponte, iluminados e reflectidos na água, criam um ambiente único. Sem mais ninguém, parecia um espectáculo montado para nós.
Amanhã vamos ver tudo isso de dia e comparar!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

30.7.15 - Zurich | Doha

Comprimir malas e, com o grupo todo junto - eu vim de Portugal, a Zio de Espanha, a Carmen de Inglaterra e a Ana e o João já estavam na Suiça - iniciamos a viagem.
Primeiro destino: Doha.
Doha é a meio caminho de Singapura e tivemos que fazer escala na capital do Qatar.
Até lá, num avião "global", cheio de indianos, árabes barbudos, mulheres de burca e turistas ocidentais, passei horas a ver filmes, a comer e a beber.
Comecei com o Sean Penn e Javier Barden em The Gun Man, depois revi o Grand Budapest Hotel e os Simpsons. Entre gin, vinho tinto, conhaque e cerveja, comi uma carne de vaca estufada e arroz de pinhões, mais uma quantidade apreciável de chocolates que a Qatar Airlines ia disponibilizando.
Doha, à noite e vista do ar, é uma cidade de arranha céus iluminados, ao melhor estilo de cidades-estado. Também, estou na terra delas!
8 horas no aeroporto, depois de deambular por entre Bentley, Mclaren e MV Agusta, ter ido a algumas fancy stores e ao loung da Oneworld, já me encontro na porta de embarque do voo com destino a Singapura.
Até já!