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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

6.8.15 - Sydney | Ayeres Rock

Ontem, depois de vos ter escrito, depois de marcar os mergulhos para Cairns e de uma bela soneca, saímos para nos despedirmos de Sidney.
Destino: Darling Harbour. Um fancy spot, mesmo do outro lado do porto que tem a
Ópera e Rocks.
Deambulamos pela bairro chinês - o jardim já estava fechado - e fomos dar ao porto. Vários barcos de recreio, bom ambiente e muitos restaurantes de bares. Num bar italiano com uma bella ragazza a indicar as mesas e como funcionava o Happy Hour, bebemos vários gins pela metade do preço. Depois disso foi o adeus e o retomar a casa para cozinhar o jantar e fazer a mala para hoje.
Hoje foi tudo a correr, como sempre; até parece que fazemos de propósito para andarmos sempre em cima da hora.
Assim, depois de sairmos tarde de casa, de haver uma indefinição se deveríamos ou não carregar o cartão do metro - não carregamos -, quando chegamos a Central, ouve-se no sistema de som: "Emergency, emergency: please evacuate the station. All passangers" e toda a gente saiu a correr da estação.
"- Vamos de taxi?
- Onde está um taxi?
- Está gente a entrar na estação!
- Vamos de metro."
E lá fomos nós a correr para apanhar o metro para o aeroporto.
O voo, interno, cheio de espanhóis, uns portugueses para além de nós, franceses, alemães, chineses e alguns australianos, teve vários abanicos que o tornaram muito interessante do ponto de vista da adrenalina. A aterragem foi com o avião descompensado devido ao vento, numa pista que parecia a superfície lunar. Love it!
Ayeres Rock tem um aeroporto mais pequeno que a paragem dos autocarros da Batalha. Mas isso não é importante, o importante era aterrar no meio do deserto para ver Uluru, a Montanha Sagrada.
Carregamos o Mitsubishi, decoramos com os logótipos da fluidotrónica, Norfer, eni, Arax Gazzo, Roadgalaxy, Agência Paraíso, Vida Económica, Hama, Monte Campo, Alpinestars, Nau Helmets e Konica Minolta passamos no hostel a deixar as malas - lá se foram os hoteis e apartamentos de luxo -, trocar de roupa - coloquei as perneiras da Monte Campo para poder caminhar à vontade no meio da vegetação sem me picar e sem os bichos me picarem - e rumamos a Uluru.
20 km de estrada de asfalto no meio de uma superfície vermelha, fazendo lembrar Marte, com alguma vegetação rasteira e poucas árvores. Sinais de répteis e outros animais selvagens. Tudo em direcção à montanha adorada pelos aborígenes.
No meio de tudo, como uma nave gigante ou um meteorito, erge-se da terra plana uma montanha vermelha, sem vegetação.
Andamos à sua volta - não se pode subir, é um desrespeito para com os locais - tiramos fotos e vimos o pôr-do-sol nela.
Lindo, maravilhoso. Uma paz, um ambiente, uma sensação que posso igualar ao que vivi em Abu Simbel; daquelas coisas que vou recordar para sempre.
A viagem já valeu a pena.
Tanto que não vale a pena escrever mais nada... até amanhã.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

5.8.15 - Sydney

Último dia oficial em Sidney e o sol acordou para nos vir brindar. Para Palmamaníacos como eu e o João já fomos, era quase o "Acorda Menina Linda" ( quase porque ele pode cantar isso... eu não.).
Com sol, com toda a gente desperta, fomos de autocarro até Bondi Beach, uma das prais mais famosas do mundo.
Descendo em linha recta até ao mar, por entre casas da primeira parte do século XX começa-se a avistar o Pacífico. Lindo, não pela praia ou a areia ou outra coisa fancy que apareça; lindo por ser o Pacífico, por ser "aquele check", por, mal fomos perto do areal, apesar do frio, ter tirado as sapatilhas, arregaçado as calças e fui molhar os pés. A água estava quente.
Bondi Beach é uma praia à moda antiga, com as casas de veraneantes, os hóteis típicos, uma marginal onde muita gente faz desporto, murais pintados e um mar azul esverdeado com umas ondinhas a lembrar o Furadouro, ou Espinho, ou a Póvoa, ou Santa Cruz, ou as Maçãs ou outra praia típica do nosso Portugal.
De Bondi Beach seguimos por um passadiço de madeira, levando-nos pelas falésias até Tamarama e Bronte. Muita gente a passear cães, a fazer jogging, a desfrutar da paisagem. Ao longo da costa várias piscinas de marés, tendo nós que lembrar às nossas parceiras de viagem que uma das mais famosas do mundo se encontra em Leça da Palmeira e que o arquitecto, português, é um tal de Siza Vieira que ganhou, entre outros, o Pritzker.
Além das piscinas, dos locais de surf e de casas soberbas pela arquitectura e a localização privilegiada sobre o mar e as falésias, inúmeros clubes de bowling; sendo que aqui se pratica a primeira vertente do bowling, ou seja, na relva.
Entre Tamarama e Bronte, num cenário entre a paz e o abismo, encontra-se um cemitério. Cruzes celtas, romanas ou de braços direitos, estátuas clássicas, colunas e esquadros maçónicos, ao quais se juntam nomes irlandeses, ingleses, italianos. Neste cemitérios tem-se a percepção que vieram e construiram a Áustralia: vindo fugidos ou obrigados, de vários credos e meios sociais, tendo em comum o desejo de deixar uma vida para trás e iniciar outra.
Este foi o último dia em Sidney porque amanhã de manhã vamos viajar para a zona centro do país, para Ayeres Rock e Uluru.
Sidney é uma cidade fantástica, tendo como grandes polos de atracção a Ópera e a ponte, sendo que fica tudo muito próximo.
Falar de Sidney é falar do mundo novo versos o mundo velho; é Londres versus Nova Iorque; é Lisboa versus Rio de Janeiro. É uma cidade vibrante que não consegue - nem quer - esconder a sua influência materna mas que, pelos edifícios, pelas pessoas, aponta claramente para a contemporaneidade, de uma forma muito cosmopolita e de mente aberta.
Uma rocha que era o destino de prisioneiros ingleses transformou-se na grande nação que é hoje.





4.8.15 - Sydney

Um tempo cinzento e frio acolheu-nos hoje em Sidney. A chuva ameaçava e parecia que a Serra da Estrela estava ali ao lado.
Tínhamos previsto ir à praia - mesmo só para ver - mas pensamos que seria melhor fazermos isso amanhã, caso o tempo melhorasse.
Assim, fomos de metro até Kings Cross - o Red Light District cá do sítio - para ver o maior anúncio da Coca-Cola do hemisfério sul - que mania! E, tal como ontem nos correios, tenho sérias dúvidas que aquele outdoorzito seja o maior do sul do globo.
Dali seguimos em direcção ao Parramatta. Chegamos a uma zona muito fancy, atrás do Jardim Botânico e onde está estacionada alguma da frota de guerra australiana. Entre os "barquinhos", com um tamanho colossal, um porta-aviões. Uáu, mesmo ao longe, muito longe, senti-me minúsculo!
Nessa zona, uns antigos armazéns convertidos num hotél e numas casas muito bonitas sobre a água, uma marina com barcos lindos: Sunseeker, Riva, Princess, outrso que não reconheci a marca mas que me encheram as medidas.
Também aí, uma típica roulotte de comida, prateada, com o nome Harry´s. Além de tartes de carne e vegetais, hamburgers e outras especialidades deste género de "restaurantes", centenas de fotografias de pessoas famosas que já lá foram comer. Claro que eu e o João tiramos uma selfie; era a nossa cara!
Cruzamos o Botânico e entramos na cidade, onde os prédios antigos se misturam com os arranha-céus e vão descendo até Rocks.
Passamos por Rocks e subimos à ponte, cruzando-a até à outra margem.
Voltamos a ver a Ópera numa perspectiva diferente e, chegados ao Luna Park, o sol veio até nós.
Tiramos fotos, rimos e apanhamos o ferryboat até à outra margem.
Depois de um gin no Opera Kitchen seguimos novamente até Kings Cross, para ver o Red Light numa perspectiva mais nocturna.
Uma pint, passagem pelo supermercado e estamos em casa a cozinhar.
Amanhã é o último dia em Sidney. Será que vamos a Bondi Beach?!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

3.8.15 - Sydney

Sydney: uma cidade maravilhosa; será efeito do hemisfério sul?!
O dia de hoje foi cheio de conhecimento e coisas novas: começamos por ir à baixa da cidade ver o edifício construído em honra da Rainha Victoria. Imponente como qualquer edifício britânico daquela época, bonito, descaracterizado pelo sítio - ficava melhor em Londres - e recuperado. No seu interior, um centro comercial com grandes marcas internacionais e alguns nichos como galerias de arte, lojas do Tate e MOMA, uma escada em caracol até ao tecto com um porta minúscula a lembrar Harry Potter.
Daí, cruzando Market Street, fomos dar a Sydney Tower e tivemos a oportunidade de subir os seus 309 metros. Lá em cima, uma vista de 360º da cidade, dando-nos a perspectiva real de quem vem do mar, de terra ou do ar. Curiosidade do momento: um marco do correio, mesmo lá em cima, dizendo que é o marco em actividade mais alto do hemisfério sul. Será que nos Andes não há correios?!
Continuando a visita pela cidade, seguimos por um jardim que parecia uma cópia de Oxford para, depois, entrarmos numa rua que nos levava à Art Gallery New South Wales e ao Jardim Botânico.
No museu havia do melhor da primeira metade do século XX, com Picasso à cabeça, Matisse, entre outros.
Aqui, quando tirava uma selfie, uma miúda da escola secundária veio perguntar se eu queria que ela tirasse a fotografia. A minha selfie transformou-se numa selfie com o João e parte da turma do secundário, para riso da professora que as acompanhava.
Finda a visita cultural, um almoço no parque para, depois, caminharmos pelo Jardim Botânico, até à Ópera.
O jardim cresce como uma barreira natural do mar até aos arranha-céus, numa mescla de cor e vida.
A Ópera, projectada por um arquitecto dinamarquês, através de um esquiço e sem projecto de engenharia, com as sua cerâmica branca funciona como um pronto de atracção de luz e energia. Como é que um objecto disforme, brutal na sua concepção, que gerou uma dívida incalculável consegue atrair tanta gente de todo o mundo?!
Da Ópera a Rocks foi um saltinho, ainda a tempo de ver o Museu de Arte Contemporânea antes de jantar. Várias instalações com o título Energies conseguiam colocar o público a interagir com a arte: de auscultadores postos, passando a mão por vários desenhos, estes emitiam ruídos distintos. Ou uma imagem de uma montanha onde podíamos, com a mão, voar como um pássaro e ter muitas perspectivas diferentes.
Quase a terminar o dia, um bem merecido jantar. De entradas comemos vegetais grelhados, atum flambejado e pão com húmus. Como prato principal o ombro de um cordeiro e de sobremesa parfait de chocolate branco e negro e queijo de cabra. A acompanhar, um vinho branco da Nova Zelândia, monocasta Sirah.
Foi caro? Sim, mas aqui não há nada que seja barato...




domingo, 2 de agosto de 2015

2.8.15 - Sydney

Ontem corremos Singapura de uma ponta à outra, deixando apenas alguns pontos turísticos para ver no regresso.
Devido a isso, com um voo às duas da manhã numa low cost bastante espartana, estava toda a gente muito cansada. Sem filmes, sem comida, com bancos apertados, as 7 horas de viagem pareciam que nunca mais passavam. Mas por 170 euros, não poderíamos pedir mais.
Chegados à cidade australiana, fomos de metro directos para o apartamento: um décimo segundo andar com vista panorâmica.
Assim, de Sydney, apenas demos uma pequena volta junto ao porto e à Ópera. O resto fica para os próximos três.
Era hora de jantar; para nós, porque para eles essa hora já tinha passado há muito, e as ruas estavam desertas. Os restaurantes já não nos queriam servir e refugiamo-nos num bar com musica ao vivo, hamburguers e cerveja.
O edifício da Ópera, e a ponte, iluminados e reflectidos na água, criam um ambiente único. Sem mais ninguém, parecia um espectáculo montado para nós.
Amanhã vamos ver tudo isso de dia e comparar!