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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

3.8.15 - Sydney

Sydney: uma cidade maravilhosa; será efeito do hemisfério sul?!
O dia de hoje foi cheio de conhecimento e coisas novas: começamos por ir à baixa da cidade ver o edifício construído em honra da Rainha Victoria. Imponente como qualquer edifício britânico daquela época, bonito, descaracterizado pelo sítio - ficava melhor em Londres - e recuperado. No seu interior, um centro comercial com grandes marcas internacionais e alguns nichos como galerias de arte, lojas do Tate e MOMA, uma escada em caracol até ao tecto com um porta minúscula a lembrar Harry Potter.
Daí, cruzando Market Street, fomos dar a Sydney Tower e tivemos a oportunidade de subir os seus 309 metros. Lá em cima, uma vista de 360º da cidade, dando-nos a perspectiva real de quem vem do mar, de terra ou do ar. Curiosidade do momento: um marco do correio, mesmo lá em cima, dizendo que é o marco em actividade mais alto do hemisfério sul. Será que nos Andes não há correios?!
Continuando a visita pela cidade, seguimos por um jardim que parecia uma cópia de Oxford para, depois, entrarmos numa rua que nos levava à Art Gallery New South Wales e ao Jardim Botânico.
No museu havia do melhor da primeira metade do século XX, com Picasso à cabeça, Matisse, entre outros.
Aqui, quando tirava uma selfie, uma miúda da escola secundária veio perguntar se eu queria que ela tirasse a fotografia. A minha selfie transformou-se numa selfie com o João e parte da turma do secundário, para riso da professora que as acompanhava.
Finda a visita cultural, um almoço no parque para, depois, caminharmos pelo Jardim Botânico, até à Ópera.
O jardim cresce como uma barreira natural do mar até aos arranha-céus, numa mescla de cor e vida.
A Ópera, projectada por um arquitecto dinamarquês, através de um esquiço e sem projecto de engenharia, com as sua cerâmica branca funciona como um pronto de atracção de luz e energia. Como é que um objecto disforme, brutal na sua concepção, que gerou uma dívida incalculável consegue atrair tanta gente de todo o mundo?!
Da Ópera a Rocks foi um saltinho, ainda a tempo de ver o Museu de Arte Contemporânea antes de jantar. Várias instalações com o título Energies conseguiam colocar o público a interagir com a arte: de auscultadores postos, passando a mão por vários desenhos, estes emitiam ruídos distintos. Ou uma imagem de uma montanha onde podíamos, com a mão, voar como um pássaro e ter muitas perspectivas diferentes.
Quase a terminar o dia, um bem merecido jantar. De entradas comemos vegetais grelhados, atum flambejado e pão com húmus. Como prato principal o ombro de um cordeiro e de sobremesa parfait de chocolate branco e negro e queijo de cabra. A acompanhar, um vinho branco da Nova Zelândia, monocasta Sirah.
Foi caro? Sim, mas aqui não há nada que seja barato...




domingo, 2 de agosto de 2015

2.8.15 - Sydney

Ontem corremos Singapura de uma ponta à outra, deixando apenas alguns pontos turísticos para ver no regresso.
Devido a isso, com um voo às duas da manhã numa low cost bastante espartana, estava toda a gente muito cansada. Sem filmes, sem comida, com bancos apertados, as 7 horas de viagem pareciam que nunca mais passavam. Mas por 170 euros, não poderíamos pedir mais.
Chegados à cidade australiana, fomos de metro directos para o apartamento: um décimo segundo andar com vista panorâmica.
Assim, de Sydney, apenas demos uma pequena volta junto ao porto e à Ópera. O resto fica para os próximos três.
Era hora de jantar; para nós, porque para eles essa hora já tinha passado há muito, e as ruas estavam desertas. Os restaurantes já não nos queriam servir e refugiamo-nos num bar com musica ao vivo, hamburguers e cerveja.
O edifício da Ópera, e a ponte, iluminados e reflectidos na água, criam um ambiente único. Sem mais ninguém, parecia um espectáculo montado para nós.
Amanhã vamos ver tudo isso de dia e comparar!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

15.6.15 - Bratislava | Viena

Bratislava fervilhava em tudo, especialmente no calor. Mesmo estando no quinto andar do hostel, o barulho e as altas temperaturas conseguiram-me tirar da cama às sete da manhã.
Ontem deitei-me tarde porque o concerto de Jazz era um festival e durou bastante tempo. Ainda bem, foi óptimo!
Arranjei-me vagarosamente e saí rumo a Viena. Poucos quilómetros e, por isso, a ideia era ir devagar.
Se assim pensei, melhor o fiz: com o tempo mudar radicalmente em poucos quilómetros, o sol e a temperatura elevada deu lugar a um céu cinzento e uns pouco convidativos 20ºC. Continuei com a capota aberta mas liguei o aquecimento do banco do TT e rolei a baixa velocidade para não provocar muita deslocação de ar.
Segui por uma estrada secundária, ao lado do Danúbio, passando pelo Parque Nacional de Donau-Auen, os seus campos de centeio e os castelos. Tive uma visão do countryside austríaco ou uma visão romântica ao estilo Steve Mcqueen ao chegar a Le Mans, na primeira cena do filme.
Viena estava cinzenta e percorri a cidade debaixo de uma forte chuva. De calções e com um corta-vento, fiquei que nem um pinto, como se diz na minha terra.
A cidade é lindíssima, com enormes edifícios quer da época gótica quer dos anos dourados do Imperio Austro-húngaro.  Ópera, a Catedral, e os edifícios do Parlamento dão o ar austero que se espera da Áustria. A zona do Museumquartier traz a Viena todo o modernismo que se espera de uma grande capital europeia.
Almocei no mercado, num restaurante – como tantos outros – no meio dos vendedores dos mais variados produtos. A moda é sushi, que eu gosto bastante; mas o mar de Viena não me inspirou confiança e, por isso, comi Cordon Bleu a acompanhar umas cervejas.
Turistas de todas as nações passeiam pela rua, num aglomerado extremamente interessante e multicultural.
Reflexo disso mesmo é o hostel onde estou instalado: pessoas de todos os lados, num sítio acolhedor e central, com um happy hour bastante concorrido. Hurrey!