segunda-feira, 13 de abril de 2015

12.4.15 - Mata Nacional do Bussaco

Viajar na Mata Nacional do Buçaco é uma aventura completa num espaço bastante reduzido: natureza, história e gastronomia.
Subindo da Estrada Nacional Nº1 para o Luso e, depois, para o Buçaco, algo místico desce sobre nós e respira-se toda a calma e quietude que aí vem.
As casas, as árvores, tomam um formato bem diferente daquele a que estamos habituados, a vegetação altera-se profundamente e em vez do eucalipto australiano vemos aquilo que deveria ser a nossa floresta.
Um pagamento simbólico à entrada ajuda a sustentabilidade e poderia servir de exemplo a muitos outros sítios espalhados por Portugal.
Entrando na Mata pelo portão do Luso, a estrada íngreme de paralelo, onde o sol tem dificuldade de penetrar, transporta-nos para um mundo fantástico e romântico: fetos, pontos de água, ruínas. Fontes ladeiam o caminho e tornam-o mágico.
Capelas, ermidas, trilhos, é um pouco do que há para ver até se chegar aos jardins do palácio, nesta terra mística onde se travaram gloriosas batalhas contra as tropas de Napoleão.
Projectado por vários arquitectos, apresenta um traço neomanuelino, com motivos dos Jerónimos e da Torre de Belém, inspiração no Convento de Cristo e contrastando o gótico com o romântico, contendo no interior azulejaria dos grandes mestres do sec. XIX e tapeçarias, o palácio é um local místico e digno de Reis.
À mesa, num local com uma das mais belas garrafeira de Portugal, o famoso Wellington Beef, em honra do General que por ali pernoitou.
Ao meu amigo Alexandre e à sua família, um caloroso abraço por manter viva a história de Portugal.




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