domingo, 26 de abril de 2015

24.4.15 - Oliveira de Azeméis | Anadia | Aldeia da Serra | Monsaraz

A Versys brilhava na Multimoto e o conta-quilómetros marcava 900. Almost brand new!
A moto atestada, as Monte Campo amarradas na parte traseira, as câmaras da Liquid Image colocadas nos locais devidos e eu motivado para fazer quase 400 km até ao Grande Lago do Alqueva.
Saído de Oliveira de Azeméis pela N1, a primeira paragem foi em Anadia, na fábrica da Nau Helmets. Um olá a quem fabricou e pintou, com tanto carinho, os meus mais recentes capacetes, sempre com o desejo que sejam os melhores do mundo mas que nunca sejam realmente necessários.
Depois da pausa continuei rumo a sul pela N1 até Condeixa. Aí comecei a travessia de Portugal de oeste para este, pelo IC8.
Aguaceiros foram fazendo as suas aparições e a estrada estava traiçoeira. Antes de chegar a Penela, num espaço de menos de 1000 metros, dois acidentes feios. Serviram para refrear os ânimos e os cavalos japoneses da Kawasaki.
A partir de Proença-a-Nova o frio e a chuva intensificaram-se, aproveitando a estação de serviço da A23 para vestir mais um casaco e esperar um pouco para a chuva amainar.
Enquanto isso, dois motards belgas apareceram, pelo mesmo motivo que eu: abrigarem-se da chuva. Já vinham há vários dias a andar e o destino era a Costa Vicentina. Depois? Não sabiam...
A chuva acalmou e parti em direcção à Aldeia da Serra, passando por Alpalhão, Alter do Chão, Fronteira e Estremoz: quase tudo rectas, com piso seco, estrada vazia, segui  velocidade moderada, de pé em cima da moto, com espírito de aventura.
O cheiro a terra, a erva, a pinheiro manso, entrava-me pelas narinas. Fantástico.
Entre Estremoz e a Aldeia da Serra deliciei-me com as curvinhas da Serra D`Ossa.
Na Aldeia da Serra, tinha como paragem obrigatória a Herdade Agua D`Alte. Um espaço lindíssimo que convida ao descanso; mais um "olá", em jeito de visita de médico, apesar de não ser médico!
Monsaraz estava "já ali", depois do Redondo.
Chegado ao Grande Lago foi tempo de montar a tenda, o meu apartamento privado por duas noites.
Os mosquitos, a chuva e o frio demoveram-me e consegui arranjar um quarto numa casa de gente simpática no meio das muralhas de Monsaraz. Um bom colchão e água quente!
Depois das apresentações da praxe, fomos jantar: carne de porco à alentejana, acompanhada por um não menos vinho alentejano.
Logo ali me juntei a um grupo de compinchas e já tenho um grupo com quem rodar amanhã.
As viagens obrigam-nos a conhecer pessoas. É fantástico!    


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