Há algo a acrescentar a Amesterdão, algo que nunca tenha sido escrito?!
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sábado, 19 de março de 2016
terça-feira, 4 de agosto de 2015
4.8.15 - Sydney
Tínhamos previsto ir à praia - mesmo só para ver - mas pensamos que seria melhor fazermos isso amanhã, caso o tempo melhorasse.
Assim, fomos de metro até Kings Cross - o Red Light District cá do sítio - para ver o maior anúncio da Coca-Cola do hemisfério sul - que mania! E, tal como ontem nos correios, tenho sérias dúvidas que aquele outdoorzito seja o maior do sul do globo.
Dali seguimos em direcção ao Parramatta. Chegamos a uma zona muito fancy, atrás do Jardim Botânico e onde está estacionada alguma da frota de guerra australiana. Entre os "barquinhos", com um tamanho colossal, um porta-aviões. Uáu, mesmo ao longe, muito longe, senti-me minúsculo!
Cruzamos o Botânico e entramos na cidade, onde os prédios antigos se misturam com os arranha-céus e vão descendo até Rocks.
Passamos por Rocks e subimos à ponte, cruzando-a até à outra margem.
Tiramos fotos, rimos e apanhamos o ferryboat até à outra margem.
Depois de um gin no Opera Kitchen seguimos novamente até Kings Cross, para ver o Red Light numa perspectiva mais nocturna.
Uma pint, passagem pelo supermercado e estamos em casa a cozinhar.
Amanhã é o último dia em Sidney. Será que vamos a Bondi Beach?!
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
3.8.15 - Sydney
Daí, cruzando Market Street, fomos dar a Sydney Tower e tivemos a oportunidade de subir os seus 309 metros. Lá em cima, uma vista de 360º da cidade, dando-nos a perspectiva real de quem vem do mar, de terra ou do ar. Curiosidade do momento: um marco do correio, mesmo lá em cima, dizendo que é o marco em actividade mais alto do hemisfério sul. Será que nos Andes não há correios?!
No museu havia do melhor da primeira metade do século XX, com Picasso à cabeça, Matisse, entre outros.
Finda a visita cultural, um almoço no parque para, depois, caminharmos pelo Jardim Botânico, até à Ópera.
O jardim cresce como uma barreira natural do mar até aos arranha-céus, numa mescla de cor e vida.
A Ópera, projectada por um arquitecto dinamarquês, através de um esquiço e sem projecto de engenharia, com as sua cerâmica branca funciona como um pronto de atracção de luz e energia. Como é que um objecto disforme, brutal na sua concepção, que gerou uma dívida incalculável consegue atrair tanta gente de todo o mundo?!
Da Ópera a Rocks foi um saltinho, ainda a tempo de ver o Museu de Arte Contemporânea antes de jantar. Várias instalações com o título Energies conseguiam colocar o público a interagir com a arte: de auscultadores postos, passando a mão por vários desenhos, estes emitiam ruídos distintos. Ou uma imagem de uma montanha onde podíamos, com a mão, voar como um pássaro e ter muitas perspectivas diferentes.
Quase a terminar o dia, um bem merecido jantar. De entradas comemos vegetais grelhados, atum flambejado e pão com húmus. Como prato principal o ombro de um cordeiro e de sobremesa parfait de chocolate branco e negro e queijo de cabra. A acompanhar, um vinho branco da Nova Zelândia, monocasta Sirah.
Foi caro? Sim, mas aqui não há nada que seja barato...
domingo, 2 de agosto de 2015
1.8.15 - Singapore
Não vim.
Desde então tive vontade de descobrir esta cidade no meio do Índico e do Pacífico, a Nova Iorque do oriente.
Saímos do hotel e depois de uma breve paragem no Starbucks - não consigo gostar daquilo - começamos uma volta pela cidade.
Primeiro destino: China Town.
Um bairro apertado com ruas de comércio e de restauração, centros de massagens, pavilhões chineses e casas Art Déco, templos budistas, mercados com toda a espécie de cogumelos, peixes, insectos e afins, secos para fins medicinais ou gastronómicos.
Colares e pulseiras budistas à venda a partir de 150 dólares; ainda bem que não são uma religião dada a bens materiais!
Comprei uma idêntica, na rua, por 8 dólares. Não está benzida mas para um ateu.. "who cares?!"
De China Town seguimos para Clark Quay, uma zona mais turística, com imensos bares e restaurantes junto ao rio. Cruzamos várias pontes e, pelo meio, a Ana deixou cair a tampa da máquina fotográfica à água. A simpatia e perseverança ibérica e 10 dólares fizeram a tampa voltar à margem.
Seguindo pelo Parlamento fomos dar à Cavenah Bridge e ao Hotel Fullerton, continuando até à Marina Bay para ver o imponente edifício - um "barco em cima de três torres" - o leão que simboliza Singapura e almoçar.
Por falar em almoço, foi no Pelicano: peixinhos fritos e ameijoas acompanhadas de cerveja. O quíntuplo do preço de outros sítios e metade do sabor.
Depois de almoço rumamos ao Zoo de Singapura, quase na fronteira com a Malásia. Estando o Zoo em 64 hectares de floresta tropical, a ideia criada é que os animais vivem em liberdade, já que estão - muitos deles - no seu habitat natural e as barreiras são quase invisíveis.
Entre crocodilos, raias, lontras, esquilos voadores, cobras, tigres, leões, leopardos, ursos, hienas, girafas, ratos, aranhas e escorpiões, peixe-gato, tartarugas e muitas outras espécies, fizemos duas viagens pelo Zoo. Uma de dia, pelo rio: não vão, não vale a pena: um percurso minúsculo de 15 minutos em que apenas vimos ao longe uma girafa. A melhor parte do rio foi a de parecer - para mim e para o João - que estavamos no meio do Mekong a ir buscar o Marlon Brando; nessa altura nem faltaram dois helicópteros a sobrevoarem a zona. Seria o Robert Duvall a ir buscar a prancha?!
De noite pudemos ver os animais de uma forma diferente. Um passeio a repetir mas com mais tempo... Porque depois disso foi uma correria para ir ao hotel tomar banho, jantar num japonês - a melhor refeição até agora - e voar até ao aeroporto numa carrinha saída do Pimp My Ride.
domingo, 5 de julho de 2015
Amizade
Em meados da década de 90 do século passado, ficou célebre uma música do Paulo Gonzo que tinha um refrão que era "ai como é bom assim acordar, com o sol na janela e magia no ar".
Não acordei com o sol na janela e a magia no ar era diferente daquela que o cantor falava na música. Era a magia da amizade.
Directamente da Toscana, recebi uma série de fotografias do Drew, em que figurava o autocolante do blog na sua scooter. Fiquei de sorriso franco, aberto, impossível de conter. Nos pequenos gestos se vêm os grandes amigos. Fantástico!Agora, contando a história desde o início: como sabem, conheci o Drew e a Chel no Egipto. Foi uma amizade que nasceu no primeiro segundo que nos vimos. O Drew é americano... com todas as costelas portuguesas; a bandeira que me viam empenhar por terras africanas era dele.
Depois de inúmeras aventuras dos Três Mosqueteiros - eu, o Drew e o David, australiano - em cima dos nossos pequenos-pónei, a amizade perdurou. Falamos quase todos os dias, de tudo e de nada.
Quando lancei o Crowdfunding, o Drew e a Chel foram os primeiros a apoiar a iniciativa e, daí, terem recebido os autocolantes da viagem, um coração especial para eles e inúmeros mapas, postais e brochuras dos sítios por onde passei na viagem pelo Império Austro-húngaro.Agora, agora é tempo de ir ter com eles a Itália. Está prometido.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
30.4.15 - Hamburgo
Viajar tem coisas fantásticas!
Cheguei hoje ao final da tarde a Hamburgo, num voo da Ryanair e não vi a cidade; por causa disso não estava para escrever nada no blog. Nem tenho fotografias.
No entanto aconteceram-me duas coisas simplesmente deliciosas, daquelas que demonstram bem o porquê do prazer das viagens.
Há dias, ao conversar com uma amiga, ela dizia que quando eu relatava viagens apenas referia pessoas e quase nunca o país. Falava do Drew, da Jasmin, do Dave e pouco do Egipto em relação a eles. Respondi que os países estão e estarão lá, as pessoas tornam-nos especiais. E foi isso que aconteceu.
Tinha combinado com locadora da moto que chegava às nove da noite, já que o avião aterrava às oito. Contudo, as malas demoram e eu estava a ver que não chegava a tempo ao local. Telefonei e atendia um fax...
À porta do aeroporto de Hamburgo apanhei um taxi para me levar ao local. O taxista, um indonésio reformado da Siemens, onde trabalhou mais de trinta anos como engenheiro, que adora Portugal - Porto, S. Jacinto, Aveiro, Lisboa, Sintra e Cascais, disse-me ele onde esteve, por duas vezes em alguns locais -, vendo minha aflição, tentou ligar para a locadora. Em vão.
Felizmente, quando chegamos ao local, estavam lá as pessoas à minha espera, igualmente muito simpáticas.
O meu amigo indonésio, como se tivesse feito pouco por mim, esperou que me entregassem a moto - uma Triumph azul - e fez questão de me guiar até ao hostel onde estou neste momento instalado.
Maravilha!
O hostel é nos arrabaldes de Hamburgo, numa rua sossegada e onde não se passa nada. Depois de fazer a minha cama e descarregar as malas da moto, fui jantar. Entrei no primeiro restaurante que vi, um Subway.
O dono ou gerente perguntou de onde eu era e, quando respondi Portugal, fez uma festa. Quando lhe contei que ia andar de moto por aí, a simpatia triplicou; na hora de pagar a sandes disse " é por conta da casa". Ele é palestiniano, tem um funcionário polaco e outro búlgaro.
Estávamos só os três no restaurante e chega uma espanhola. "Parece a aldeia olímpica!", disse o simpático palestiniano.
A viagem ainda não começou e já valeu a pena.
Cheguei hoje ao final da tarde a Hamburgo, num voo da Ryanair e não vi a cidade; por causa disso não estava para escrever nada no blog. Nem tenho fotografias.
No entanto aconteceram-me duas coisas simplesmente deliciosas, daquelas que demonstram bem o porquê do prazer das viagens.
Há dias, ao conversar com uma amiga, ela dizia que quando eu relatava viagens apenas referia pessoas e quase nunca o país. Falava do Drew, da Jasmin, do Dave e pouco do Egipto em relação a eles. Respondi que os países estão e estarão lá, as pessoas tornam-nos especiais. E foi isso que aconteceu.
Tinha combinado com locadora da moto que chegava às nove da noite, já que o avião aterrava às oito. Contudo, as malas demoram e eu estava a ver que não chegava a tempo ao local. Telefonei e atendia um fax...
À porta do aeroporto de Hamburgo apanhei um taxi para me levar ao local. O taxista, um indonésio reformado da Siemens, onde trabalhou mais de trinta anos como engenheiro, que adora Portugal - Porto, S. Jacinto, Aveiro, Lisboa, Sintra e Cascais, disse-me ele onde esteve, por duas vezes em alguns locais -, vendo minha aflição, tentou ligar para a locadora. Em vão.
Felizmente, quando chegamos ao local, estavam lá as pessoas à minha espera, igualmente muito simpáticas.
O meu amigo indonésio, como se tivesse feito pouco por mim, esperou que me entregassem a moto - uma Triumph azul - e fez questão de me guiar até ao hostel onde estou neste momento instalado.
Maravilha!
O hostel é nos arrabaldes de Hamburgo, numa rua sossegada e onde não se passa nada. Depois de fazer a minha cama e descarregar as malas da moto, fui jantar. Entrei no primeiro restaurante que vi, um Subway.
O dono ou gerente perguntou de onde eu era e, quando respondi Portugal, fez uma festa. Quando lhe contei que ia andar de moto por aí, a simpatia triplicou; na hora de pagar a sandes disse " é por conta da casa". Ele é palestiniano, tem um funcionário polaco e outro búlgaro.
Estávamos só os três no restaurante e chega uma espanhola. "Parece a aldeia olímpica!", disse o simpático palestiniano.
A viagem ainda não começou e já valeu a pena.
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