domingo, 14 de junho de 2015

14.6.15 - Budapeste | Bratislava

Budapeste by night... ou o melhor que o leste tem para oferecer, com o verdadeiro cicerone. O Teixeira sempre foi o homem certo para sair à noite e os anos na Hungria apenas vieram melhorar essa qualidade. Pulseira VIP e aqui vamos nós!
Budapeste tem uma oferta extraordinária, que tanto pode ir do simples copo, até à mais wild party com limousine e modelos capazes de fazerem ocultar as meninas da mansão de Hefner.
Depois de ter jantado no simpático restaurante debaixo do hostel - do pior que há, nada comparado aos que tenho estado! -,  seguimos  pé para um bar no centro da cidade.
Os grandes hits do disco club de há uns anos e um ambiente ao estilo Fashion TV,  foi o que encontramos. Daí, fomos para os dos mais recentes e afamados clubes de Budapeste, o Rio Club, em cima do Danúbio.
DJ`s internacionais, mulheres lindíssimas e uma noite muito divertida. Se eu disser a hora a que acabou, dirão que foi cedo. Andando ao ritmo que ando durante o dia, há quem se questione como é que eu descanso.
De manhã ainda fui passear nas margens do Danúbio, apreciando o as pontes, o castelo e os palácios. No passeio senti-me orgulhoso de ver os cartazes a anunciar a Maria João Pires, como a grande pianista. Depois... segui o Danúbio até Bratislava.
(A fronteira da Hungria com a Eslováquia vai ficar para sempre na minha memória. Não é pelo significado histórico da fronteira nem pela peculiaridade da mesma. Nem me lembro como é a fronteira, para dizer a verdade.
Cruzar a fronteira da Hungria com a Eslováquia vai ficar para sempre na minha memória porque vi uma coisa que me deixou com a garganta seca, sem ar nos pulmões, como se alguém me tivesse dado um soco no estômago. Olhando o estômago, ele não está lá: meteram uma mão dentro de mim e retiraram as entranhas.
Cruzar a fronteira da Hungria com a Eslováquia vai ficar para sempre comigo porque vivi um momento em que queria chorar e não conseguia, queria vomitar e não saía.
Não vivo num mundo perfeito e sei que há coisas que, mais dia menos dia, acontecem. Eu sei disso; todos sabemos mas nunca estamos preparados. Num mundo de príncipes e princesas não aconteceriam mas eu, tantas e tantas vezes, tornei este mundo numa grande imperfeição.
Momentos como os que vivi são daqueles que nos fazem reflectir e nos deitam abaixo. Momentos como os que vivi são daqueles que tantas vezes falo nas conferências e palestras, onde digo que o importante é o objectivo e temos que ter um farol para onde olhamos quando estamos a perder o rumo.
O meu objectivo é chegar a Memmingen e, aí, apanhar o avião para casa. É para aí que vou olhar.)
Chegado a Bratislava, tive a mesma sensação de há uns anos atrás quando fui  Praga: "é isto?! Isto é o que dizem ser bonito?!".
Felizmente entrando no labirinto gótico do centro da cidade tudo se altera e deixamos de ver os caixotes habitacionais de outros tempos.      
A cidade, a parte histórica, é lindíssima e as pessoas vivem na rua, desde as muralhas até ao Danúbio. Apesar de ser Domingo, o comércio está aberto, há vários bazares e tudo vibra.
Antes de retomar ao hostel para escrever-vos e tomar um duche rápido,  fui ao Lidl comprar mantimentos para os próximos dias: bolachas, água, snacks. Daqui a pouco vou a um concerto de Jazz. 
Com um céu cinzento e um calor abrasador, umas bátegas grossas caíram do céu. Não chegaram a molhar o chão ( nem a lavar nada).

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