terça-feira, 16 de junho de 2015

16.6.15 - Viena | Hallstatt | Salzburgo

Viena acordou fria e a ameaçar chuva. Por causa disso não abri a capota do carro e fui em direcção a Salzburgo, via Hallstatt, na região de Salzkammergut.
Foi a primeira vez que viajei com a capota do carro fechada e a sensação de conforto é enorme dada a boa insonorização. Tão boa que, também pela primeira vez, tive que ligar o rádio para não adormecer.
Quando saí da auto-estrada e, mesmo com nevoeiro e aquela morrinha chata, comecei a ver o que me esperava, decidi abrir a capota e deixar os Alpes entrarem no carro. Literalmente! O meu amigo André Prata tinha-me dito que esta região era uma pérola por descobrir no centro da Europa. Não imaginava que fosse tão bonita.
Floresta virgem que desce abruptamente até ao lago Traunsee, com uns veleiros e um comboio a passar mesmo junto à água; parecendo um cenário de conto de fadas.
Chegado a Hallstatt - uma pequena aldeia muito típica noutro lago –, com casinhas coloridas e uma igreja em cima da água e outra ao lado de uma cascata, fiquei embasbacado. Tão lindo! Ali percebi melhor o porquê de uma amiga, médica, andar a estudar alemão para poder ir trabalhar para o Tirol do Sul. Deve ser fantástico poder viver e trabalhar num ambiente que inspira tanta paz. Então no inverno, com a neve, deve ser de cortar a respiração.
Em Hallstatt, pelo segundo dia consecutivo, fiquei todo encharcado e o regresso já foi feito com a capota fechada.
No carrocel de curvas que se seguiu, com a estrada molhada, tirei partido do Quattro. Que maravilha, que diversão, pura adrenalina. Aquela sensação tão boa de entrar nas curvas com o carro a escorregar e, quando acelero, ele vai para onde apontei, com a traseira um pouquinho solta. Lá se foi o orçamento para gasolina… mas se não fosse para isto, mais valia ter alugado um Dacia.
Depois de tanta emoção, cheguei a Salzburgo. O meu hotel é do lado novo da cidade e, por isso, fui a pé, atravessei uma das pontes e comecei a ver a cidade de baixo para cima.
Na zona comercial, apinhada de asiáticos que se passeiam de máquina fotográfica e tudo quanto é sacos da Vuitton, Hérmes, Gucci, Prada, Chanel e outras coisas do género, entrei na Red Bull World. Entre todo o merchandising possível e imaginário, o Red Bull RB 7 de… Vettel. Aqui homenageiam-se os desportistas que honraram a equipa e que trouxeram títulos, mesmo quando vão para a equipa adversária; mentalidade desportista.
Depois vi a catedral, e a cripta. Salzburgo foi feita a régua e esquadro, sob a luz do sol e da lua. Por aqui tocou Mozart e era passeio obrigatório dos Imperadores e do Bispado Europeu. Que segredos terá esta cidade escondidos nas suas pedras, tornando-a tão importante ao longo dos séculos?!
Depois foi tempo de subir ao castelo. No funicular pediam 11 euros pela viagem. Ora, eu não ando no Ginásio do Rainha a puxar pelo físico para, quando tiver que escalar uma parede, ter que pagar 11 euros! Foi a pé, subi as escadinhas todas até lá cima; confesso que no final do primeiro lanço já estava arrependido de não ter pago os 11 euros mas não ia dar parte de fraco.
Chegado lá cima, ganhei um prémio: tive o direito a pagar 8 euros para entrar no castelo. Roguei-lhes uma praga!
No castelo, além da vista magnífica, fiquei a conhecer um pouco a história e a importância de Salzburgo ao longo dos séculos. Retive uma data curiosa: 1495. Nesta altura o castelo ainda só tinha sofrido três aumentos, tendo outros tantos depois desta data. Tudo para defender o monte, numa perspectiva meramente bélica.
Pensei que, nessa mesma altura, em Portugal, apenas se pensava em construir barcos e formar marinheiros, com base na ciência, para irem descobrir o mundo e oferecê-lo à Europa. Salve Agostinho da Silva.    




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